terça-feira, 29 de maio de 2012

Um resumo sobre o #Caixa2doDEMnoRN

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From: Daniel Dantas <danieldantas79@uol.com.br>
Date: Tue, 29 May 2012 18:54:04 -0300
Subject: Um resumo sobre o #Caixa2doDEMnoRN - apoio ao tuitaço de amanhã (quarta), 15h


As eleições de 2006 foram realizadas sob a égide do controle das contas de campanha e dos seus gastos. No ano anterior, o chamado escândalo do Mensalão expôs as vísceras dos vícios e indícios de crimes de financiamento de campanha em cena no país.

Era de se esperar que os partidos tomassem mais cuidado naquela eleição com as práticas vedadas pela legislação eleitoral. O PFL no RN não teve esse cuidado. É o que se depreende dos 42 áudios de interceptações telefônicas a que o blog teve acesso e publicou entre a segunda-feira (21) e o domingo (27).

No âmbito de uma investigação do Ministério Público estadual, o telefone celular de Francisco Galbi Saldanha, atualmente secretário-adjunto da Casa Civil do governo Rosalba Ciarlini (DEM), foi grampeado. E trouxe à luz conversas muito elucidativas, principalmente entre Galbi e Carlos Augusto Rosado, marido da atual governadora e então candidata ao Senado Federal. Rosalba foi eleita em 2006, mas os telefonemas mostram esquemas de compra de apoio de políticoscompra de votosfraude em prestação de contas com uso de notas fiscais frias e uma complexa rede de Caixa 2.

Por envolverem políticos com o conhecido foro especial (o senador José Agripino, a então senadora Rosalba Ciarlini e o deputado federal Betinho Rosado), a investigação foi encaminhada pelo Ministério Público estadual e também pelo Ministério Público eleitoral para a Procuradoria Geral da República.  Em janeiro de 2009.

Muitas conversas explicitam, por exemplo, o uso de dinheiro vivo para pagamento de gastos de campanha - enquanto a lei exigia o uso de cheques vinculados às contas. Por exemplo, em 05 de setembro de 2006, Carlos Augusto e Galbi conversam sobre o saque de um dinheiro a ser feito na conta, com cartão, para pagamento de despesas de campanha.

Alguns nomes são muito frequentes nas interceptações do telefone de Francisco Galbi Saldanha. Aliás, o próprio Galbi trabalha com Carlos Augusto Rosado desde os tempos em que o atual primeiro-cavalheiro era presidente da Assembleia Legislativa (1981-1983).

A pessoa que aparece mais frequentemente nas ligações é a então secretária do PFL em Mossoró, "Neves". Neves é irmã do diretor-proprietário do Jornal de Fato, César Santos.

Já "Valentim" é Valentim Marinho, diretor do ITEP em Mossoró. Antônio de Castro é ex-secretário de Serviços Urbanos da prefeitura de Mossoró na gestão de Rosalba Ciarlini.

Outra personagem, "Alcineide", citada numa gravação é Alcineide Andrade, gerente da RPC (rádio Tapuyo), tesoureira do deputado federal Betinho Rosado, de absoluta confiança dele. Betinho é irmão de Carlos Augusto Rosado e atualmente ocupa o cargo de secretário de agricultura.

Até indícios do envolvimento com a máfia dos sanguessugas aparecem nessas ligações. Albert Nobrega, atual secretário de administração do estado, pede ajuda imediatamente a Galbi por causa de umas ambulâncias compradas pela prefeitura de Mossoró à época da máfia dos sanguessugas. Em 2006, Nobrega era presidente da Comissão de Licitação da prefeitura de Mossoró e é ele que diz que, sem ajuda de Galbi, "vai lascar Rosalba", já senadora eleita.

Por fim, o proprietário do posto Leste-Oeste, usado na emissão de notas frias para justificar a movimentação de dinheiro da campanha, é Dix-sept Rosado, irmão caçula de Carlos Augusto, Betinho e Isaura Rosado, secretária de cultura do estado.

A rede é densa e muitas vezes eu tenho levado um tempo para entender as relações. Que são todas eminentemente familiares. Exemplo disso é a informação sobre os cheques da prefeita de Messias Targino, Francisca Shirley Targino. Inicialmente um comentarista disse que Shirley seria cunhada de Ruth e Rosalba Ciarlini, sendo casada com um irmão das duas, Clovis. Depois, outro comentário esclareceu que Shirley e Clóvis tiveram um relacionamento, mas não foram casados.

No caso de Ruth Ciarlini, que à época perdeu a reeleição para deputada estadual, é atual vice-prefeita de Mossoró.  A prefeita é Fafá Rosado, do DEM.  Sobre ela, Ruth diz que ia viver para trabalhar contra Fafá.  Na mesma gravação, Ruth Ciarlini chama seu gabinete na Assembleia Legislativa de "cabide de empregos".  São muitos nomes relacionados como cargos em comissão no gabinete - na verdade, a maior parte cabos eleitorais.  Ruth terminou a eleição quebrada e suas conversas sempre giram em torno desse tema.




Outro grave crime foi confessado nos áudios: Carlos Augusto Rosado informou à tesoureira da campanha do irmão que iria cair R$ 100 mil na conta de campanha de Betinho. Mas o dinheiro era de Rosalba. Depois, Carlos e Galbi tentam articular uma forma de, com uso de notas frias, justificar a retirada do dinheiro da conta de Betinho. Utilizam-se, inclusive, de notas frias do posto de combustível Leste-Oeste, de propriedade do irmão caçula de Carlos Augusto e Betinho.

O pequeno relato não dá conta de tudo o que está nos áudios. Mas você ouvir tudo nos links a seguir:



3) Gravações em 08 de setembro de 2006
4) Gravações em 15 de setembro de 2006 



7) Gravações em 03 de outubro de 2006
8) Gravações em 04 de outubro de 2006 





14) Gravações em 16 de outubro de 2006 


17) Gravações em 26 de outubro de 2006

sábado, 12 de maio de 2012

Agripino.  O começo do fim

PROSA & VERSO – Coluna de Crispiniano Neto – Jornal de Fato – 11/5/12

Não bastasse ter perdido os membros do seu afiado bando de catilinas da legislatura passada, Agripino sem Mão Santa, Arthur Virgílio, Heráclito Fortes, Tasso Jereissati e outros bichos vive a solidão de pregar no deserto mesmo com toda a mídia a repercutir suas baboseiras. Perdeu mais Demóstenes Torres, o que lhe restava de tocador de trombone para acompanhar seus buzinaços. Além de queda, coice, pois agora é ele próprio o foco das denúncias. Conseguiu escorregar há poucas semanas de mais uma denúncia de corrupção. Mas o processo não morreu.

A mídia cala, mas a vida continua. E como já falamos aqui de outros casos, não adianta congelar carne podre, pois quando o degelo vier, podre a carne estará. Não se trata, porém de novidade.

O "Não vem que não tem" da denúncia anterior de haver recebido 300 mil reais "não contabilizados" da empresa Camar go Correia, cujos diretores foram presos pela Polícia Federal, acusados de fraude contra a legislação que regula os financiamentos de campanhas, cada parece mais inverossímil. Tem sim. É o que diz o novo processo do escândalo do "Sinal Fechado", onde as coisas rodam, rodam, mas como numa roleta sempre param em José. E é porque ainda não levantaram a ponta do tapete que encobre a poeira do Caso Demóstenes que a oposição empurra para os contratos da Delta e o PT empurra para as ligações com a imprensa golpista, ambos deixando de lado a questão focal de Carlinhos Cachoeira que é a roubalheira que gira em torno da jogatina por ele patrocinada.

Alguém aí lembra qual foi a primeira grande derrota de Lula no Congresso? Pois foi a queda de braço em torno da legalização dos jogos caça-níqueis. E lembram quem estava à frente das comemorações? Era José Agripino Maia. Demóstenes foi até mais modesto na louvação. A ponto de assumir até mesmo a liderança da luta em favor da legalização dos bingos e dos caça-níqueis.

Pois bem. Vai que vão investigar os jogos e quem sabe descobre-se que Jajá estava tão animado não só pela derrota de Lula, mas também, e principalmente pela vitória de Cachoeira... Além disto, temos:

1) Os 11 milhões que vieram do plano federal para José Agripino sanear o Bandern que faliu nas suas mãos.

2) O já denunciado empréstimo do BDRN à empresa EIT, onde José tinha conseguido seu primeiro e único emprego como engenheiro...

3) Quando o Ministério das Minas e Energia, ainda não tinha baixado portaria permitindo a doação de poços de petróleo que dessem água aos superficiários das terras, as máquinas da Petrobras já estavam cavando poços na Fazenda São João, de propriedade do senador "furão"...

4) A isenção de ICMS do melão, quando o pai de Agripino começou a cultivá-los.

5) O escândalo Rabo de Palha, onde José Agripino mostrou em fita K-7 gravada, toda a podridão das suas "estratégias políticas, dando uma aula de corrupção eleitoral num auditório com mais de 120 prefeitos do interior e outros quatrocentos especialistas em "brejeiras" e "chaves-de-roda" que tanto caracterizaram a fraude eleitoral no Nordeste brasileiro..."

6) O Morcego Negro de PC Farias que veio deixar dinheiro para salvá-lo da derrota num segundo turno contra o primo Lavoisier.

7) E o escândalo da Pasta Rosa, que deu projeção nacional ao senador?...

8) É bom não esquecer a Cosern - Companhia de Serviços Elétricos do Rio Grande do Norte, à época uma estatal, que não cobrava as contas para lá de atrasadas da Fazenda São João, A Cosern da época de Jajá é uma caixa de escândalos, a ponto de seu hoje parceiro Garibaldi Alves resolver privatizá-la e a Assembleia Legislativa ter instalado uma CPI para apurar a sujeira...

 9) E os prefeitos pefelistas/agripinistas que agre diram os cofres públicos com os dois pés e as duas mãos "como tirador de coco?". Todos tinham Agripino como padrinho e advogado.

10) Para não passar dos dez, vamos juntar os escândalos do Itern - Instituto de Terras do RN e da CDM - Companhia de Desenvolvimento Mineral do RN. Foram dois rombos tão grandes que Garibaldi Filho quando entrou no Governo preferiu extinguir estes dois órgãos e mais oito da administração indireta.

Será que Agripino ao virar foco, como Demóstenes e Arruda viraram, não vão resolver cascaviar tudo isso? Tem até na área de Direitos Humanos. O grupo de extermínio chamado "Mão Branca" que reinou no governo de Jajá.


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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Marcos Dionísio: ABC e América: Clássico da paz?

Marcos Dionísio Medeiros Caldas Militante de DH

O ABC venceu o América nos três primeiros jogos do ano. O América estava em crise e o ABC mais consolidado. Pelos caminhos que só existem no futebol, o América renasceu e logrou devolver às derrotas ao ABC.

Domingo é o tira teima, sairá o grande campeão de 2012.A sadia rivalidade entre torcedores pode resvalar para atos de violência que já provocaram mortes, lesões irreversíveis e a fuga do torcedor mais pacato dos estádios.Nosso futebol está numa encruzilhada: Ou realiza uma final em paz ou será engolido pelo conforto de melhores jogos pela TV e a segurança dos lares de cada um.

Uma final é prenhe de nervosismos, provocações e ironias. Preservar este ambiente é a senha para resgatar o futebol como um divertimento democrático e lúdico da população. Não guardar esta fronteira e resvalar para a violência é decretar sua morte ou sua elitização, o que vem a ser o mesmo.

A pressão começa a subir e é papel de dirigentes dos clubes e líderes de torcidas organizadas sérios - existem, podem acreditar - minimizar conflitos e garantir a beleza do espetáculo.Claro que há falhas na organização, nos critérios. Não há mais tempo para equacionar os desencontros.

Maximinizar picuinhas e divergências pode levar a consequências incontroláveis, onde todos perderão. Mas, sobretudo, perderão,pais e mães que choram seus mortos e cuidam dos feridos e oram para que a paz retorne aquele lar.Confesso que também sou um torcedor chato. Gosto de provocar e adoro futebol.

Neste momento em que nossas duas maiores torcidas se preparam para o clássico faço um apelo aos nossos dirigentes que mantenham a serenidade. Administrem conflitos, dirijam seus asseclas para a vitória dentro do campo. Colabore com o poiciamento e exijam um tratamento cidadão da polícia para com os torcedores. A paz, mesmo com o nefasto papel de algumas organizadas, começa ou acaba com o comportamento dos dirigentes.

O América não pode viver sem o ABC e o contrário também é verdade. Todos os estaduais estão dando prejuízo pela falha do gestor brasileiro em conciliar as obras da Copa com a disponibilidade de estádios. Violência neste momento, democratizaria mais ainda os prejuízos.

Realizar o clássico em PAZ é possível e teria efeitos positivos para o campeonato de 2013.Conheço muitas famílias que hoje não admitem falar em ABC e América pela dor que estas referências trazem aos seus corações. Não deveria ser assim, mas a estupidez de algumas organizadas, bandidos tranvestidos de torcedores e pouca ousadia das instituições em prevenirem a violência nos estádios, levou a "necessidade" de se montar operações quase de guerra para garantir a paz. Não se pode garantir a paz com operações quase de guerra. E não se pode jogar nos ombros da polícia a única responsabilidade pela garantia do espetáculo.

São as referências dos clubes e torcidas que podem pedagogicamente contribuir para que a paz reine no Frasqueirão e que o melhor vença. A polícia tem que ser firme respeitando o torcedor, mediando conflitos , elegendo interlocutores e evitando agressões dentro da intervenção legal.A PAZ TORCEDOR TERMINA E COMEÇA EM VOCÊ. E antes que me esqueça deixe-me dizer que não tenho nenhuma dúvida de que o AMÉRICA é a novidade de 2012 e que ganharemos a quarta seguida.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Comunicação Universitária recebe homenagens da Câmara de Vereadores

Sessão Solene homenageia de uma só vez, a TVU, a Editora Universitária e o Curso de Comunicação Social da UFRN

 

                              Na próxima quinta-feira, 26 de abril, a Câmara Municipal de Natal (CMN) realiza uma Sessão Solene em celebração aos 40 anos da TV Universitária (TVU), aos 50 anos da Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EDUFRN) e aos 50 anos do Curso de Comunicação Social da UFRN. A homenagem foi proposta pelo vereador George Câmara (PCdoB) e ocorre às 18 horas no plenário da Casa legislativa. São esperadas as presenças da reitora da UFRN, Ângela Paiva Cruz e de representantes da Superintendência de Comunicação (COMUNICA), Agência de Comunicação (AGECOM) e do Departamento de Comunicação Social (DECOM), além de estudantes e professores da UFRN.

                              O ano de 2012 representa um importante período de comemoração para Natal e para o Rio Grande do Norte. Isto porque estamos a celebrar a consolidação de três importantes organizações que contribuem, tanto para formar inúmeros profissionais, quanto para difundir conhecimento aos norte-rio-grandenses. De uma só vez, três instituições da UFRN ligadas à área da comunicação completam décadas de nascimento: O Curso de Comunicação Social e a Editora Universitária completando 50 anos e a TVU celebrando 40 anos de fundação.

                              Segundo o vereador George, a ideia da Sessão Solene é homenagear três importantes datas para a história da comunicação em nosso estado; fundamentais para o desenvolvimento da mesma área, mas também para o fortalecimento da ética e da democracia. Para ele, cada uma destas instituições tem colaborado intensamente para o desenvolvimento econômico e social da nossa terra: "O curso de comunicação social vem formando inúmeros profissionais com muita maestria e qualidade".

                              De acordo com o parlamentar, a EDUFRN tem colaborado com a difusão da cultura e do conhecimento, além de proporcionar constante apoio e incentivo ao estudo e à pesquisa científica. A TVU tem concedido aos estudantes a oportunidade de estagiar e colocar suas ideias em ação. Sem falar na produção diária de conteúdos imparciais e gerar importantes debates através dos seus programas. "Cito como exemplo, o programa 

Grandes Temas que sempre traz à tona, discussões sobre temáticas de importante valor para nossa sociedade. Desta forma, se faz jus e necessária, prestarmos uma homenagem às três instituições que tem colaborado ao longo de décadas pelo progresso de nossa cidade e estado", declara George.

 

Cinco décadas de ensino do Jornalismo em terras potiguares

 

                              O curso de Jornalismo da UFRN completou 50 anos de fundação, sendo um dos mais antigos da Região Nordeste do Brasil. Teve sua origem na Lei Estadual n° 2.783, de 10 de maio de 1962, assinada pelo governador Aluísio Alves, que criou uma Faculdade destinada aos estudos do jornalismo. No ano seguinte, por meio da Lei Estadual de n° 2.885, o curso foi incorporado à Fundação José Augusto, recém-criada em Natal, com a denominação de Faculdade de Jornalismo "Eloy de Sousa", em homenagem a um dos mais respeitáveis jornalistas do Estado.

                              O Conselho Federal de Educação, subordinado ao Ministério da Educação reconheceu o curso em 25 de setembro de 1968, por meio do Decreto n° 82.313, publicado no Diário Oficial da União. Em 1973, com a implantação da reforma universitária, a UFRN absorveu as faculdades estaduais e particulares que funcionavam em Natal. Em 1974 a Faculdade de Jornalismo Eloy de Sousa recebeu finalmente a denominação de Curso de Comunicação Social. Atualmente, o curso possui quatro áreas (habilitações) profissionais: Jornalismo, Radialismo (Rádio e TV), Publicidade e Design.

 

EDUFRN: 50 anos difundindo conhecimento em nosso estado

 

                              Fundada no dia 2 de fevereiro de 1962, a Tipografia Universitária, teve sua designação alterada para Imprensa Universitária (IU) e posteriormente nomeada, em 1972, como Editora Universitária (EDUFRN). São cinco décadas publicando livros científicos que propagam a ciência e a cultura do Rio Grande do Norte. De lá pra cá, já editou perto de 600 títulos e além das obras técnicas e acadêmicas, a EDUFRN vem reeditando obras literárias de autores consagrados como Luís da Câmara Cascudo, Esmeraldo Siqueira, Olavo de Medeiros Filho, Américo de Oliveira Costa e Veríssimo de Melo.

                              Para publicar um livro pela EDUFRN, a obra passa pelo crivo de sua direção e do Conselho Editorial da UFRN, que é composto por professores e pró-reitores da Universidade. A seleção e o cuidado objetivam a garantia da qualidade e a contribuição da obra para as comunidades acadêmica e geral. Todos os anos, a EDUFRN lança um Edital de apoio à Publicação, que financia os títulos. Buscando resgatar os valores históricos do Rio Grande do Norte, a EDUFRN publicou textos históricos de grande relevância para a cultura potiguar.

 

Pioneirismo que virou celeiro para profissionais da Televisão potiguar há 40 anos

 

                              Precursora em nosso estado, a Televisão Universitária (TVU) foi fundada no dia 2 de dezembro de 1972, sendo esta, uma pedra fundamental na formação dos inúmeros comunicadores oriundos da UFRN. Ao longo dos seus 40 anos, a TV Universitária tem sido um caminho comum percorrido por muitos estudantes de comunicação. Seja através dos estágios oferecidos pela instituição, ou até mesmo por consequência dos professores que utilizaram sua estrutura para ensinar e produzir conhecimento junto aos futuros jornalistas, a TVU alçou vários produtores, técnicos, apresentadores e repórteres aos principais espaços de comunicação em nosso estado e Brasil. Na celebração de quatro décadas de produção audiovisual da TV Universitária, estão previstas até o final deste ano, a realização de vários eventos. Entre tantos, o lançamento da Campanha dos seus 40 anos de fundação, Seminários, Exposições, Programas e Produtos especiais.


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terça-feira, 17 de abril de 2012

Hoje tem assembleia dos jornalistas

Prezados Associados,

Logo mais às 19h haverá Assembléia-geral na sede do SINDJORN, localizado à Rua Felipe Camarão, 385, no bairro de Cidade Alta.

A pauta a ser discutida hoje é a elaboração e aprovação da pauta de reivindicação das cláusulas socias do acordo coletivo de trabalho 2011/2012.

A presença de todos é fundamental para que haja uma ampla discussão em prol de melhorias para categoria.
A Direçã

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

A ANPG convoca XXIII Congresso Nacional de Pós-Graduandos

"A ciência não tem pátria, o cientista tem" (Louis Pasteur)

A ANPG lhe convida a debater os Desafios Brasileiros durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, de 3 a 6 de maio na Unifesp (São Paulo-SP). A ampliação da universidade brasileira no
último período, novas e mais profundas
políticas de intercâmbio, a crescente pressão por mais e mais publicações e
o aumento da produção científica brasileira, as Olimpíadas, a descoberta do Pré-Sal, a Amazônia Azul, a Copa do Mundo, a
questão energética e o Plano Nacional de
Pós-Graduação (PNPG) ilustram o momento de desafios que a Pós-Graduação brasileira enfrenta, em um cenário onde o Brasil se projeta cada vez mais como potência mundial, embora gargalos históricos continuem a travar o desenvolvimento
econômico e social do país.

A urgente necessidade de uma política permanente de valorização das bolsas
de pesquisa também será um tema importante do congresso, como resultado da crescente mobilização em torno da Campanha #MinhaBolsaNaoAumentou.

Pós-graduandos de todo o país estão convocados a realizar este debate com
pesquisadores, estudantes, movimentos
sociais, representantes de agências e instituições de C&T e gestores em
Ciência, Tecnologia e Inovação.

Além dos debates, o congresso abrigará a IV Mostra Científica da ANPG, atividades
culturais e exposições.

Mais informações no release completo (www.anpg.org.br)

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sábado, 14 de abril de 2012

José Bezerra: O poder da mídia na política e no crime

A mídia enquanto poder, já é visada por políticos, e isso não é de hoje. Algo que gerou a compra de rádios e retransmissoras, hoje a publicação de blog's, e ainda, a relação pecaminosa entre comunicadores/colunistas e políticos para propagar temas, ocultar outros, promover interpretações e minimizar outras, provocar integras em grupos opositores etc. Com a maior acesso a dados gerados pela Internet e o esforço de publicização e transparência demanda pela sociedade, percebe-se que a articulação antes pouco sabida ou ocultada, está sendo recriada sobre novas formas, que parece mais com a associação e troca de favores, não sendo uma relação hierarquizada puramente, mas comercial, capitalista.

Assim como terroristas utilizam a propagação e divulgação do terror como "ideia", "chamamento" ou "ideologia" para que indivíduos vários, incalculáveis e anônimos, dos mais impensáveis locais façam atos de terror e alimente o poder de ação de um grupo. A mídia tem se aproveitado desse modus operandi, onde jornais, revistas, tv's, jornalistas e colunistas se associam a uma "ideia", propagada por um grupo tido como referencial, e a alimentam visando um objetivo.

A mídia muitas vezes teleguiou políticos da opção fazendo com que o discurso deles fossem similares a pauta escrita por membros da mídia. Jornalistas e editores específicos e centrais jogam, em artigos e matérias, qual deve ser a estratégia de ação para determinado assunto e os demais captam a mensagem e rapidamente se "associam" a esta "ideia", alimentando-a.

Para mim, este jogo ganhou uma cara nova quando pela "Monte Carlo", percebeu-se que por trás das ações de certos jornais, revistas e profissionais (tidos como referenciais) estava o interesse de grupos e pessoas com atividades criminosas. Não era uma associação puramente conjuntural. Esses profissionais e empresas se prestavam, para propagar e fortificar seus interesses e ideais políticos, a fazer o jogo de criminosos, na verdade a encobertar crimes e pessoas, para que estes não perdessem a sua áurea de credibilidade que construíram mentirosamente. Luis Nassif mostrou como para a quadrilha de Carlinhos tomar conta dos Correios, foi necessário de usar dos serviços da Veja para derrubar a quadrilha inimiga lá instalada. A matéria da CPI da Loterj é outro caso, e a valorização do passe de Demóstenes é nítido.

Para aqueles que se associavam a estratégia de ação de certos profissionais e empresas jornalísticas (vamos dizer: "de graça"), essa descoberta soa como uma traição, como uma desconfiguração dos "ideais" que deveriam guiar o grupo. Assim, a estratégia da Veja parece ser de jogar cortina de fumaça sobre a monte Carlo para, ironicamente, acabar uma pretensa cortina de fumaça do mensalão. Mas vai além, parece ser uma ação para recuperar a credibilidade perdida perante um "grupo" de associados de ocasião, para mostrar que suas associações criminosas seriam justificáveis diante de conseguir uma grande derrota ao governo e diante do mensalão. É minimizar, ocultar e justificar suas associações intencionais e do submundo.

É claro que o grosso da mídia, assim como os congressistas, não vão "votar" contra si. Eles nunca vão reconhecer seus erros, dar transparência a suas ações e equilibrar seu poder. Caso não haja uma reação de fora para dentro, nada vai mudar, e um caso que igual ou pior do que Murdoch na Inglaterra vira pizza no Brasil.
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